Parece que chega fim do ano e as pessoas decidem que querem reparar e/ou recuperar alguma coisa que perderam, deixaram pra trás ou simplesmente não quiseram o resto da merda do ano inteiro.
Isso me irrita muito. Todo esse clima de festa e blá blá blá!
Porra, o sujeito passa a merda do ano todo fodendo os outros e fim do ano tudo bem.
Menino Jesus e Santa Clauss perdoam. Perdoam o cacete...
Ano que vem esse mesmo sujeito vai tá fazendo toda essa porra de novo.
Ah se vai.
Então pega a dica:
Enfia a árvore de natal no cu e seja feliz sem ser hipócrita!
(Não me referi a ninguém nesse post, okay? Já aviso pra não causar dramas.)
Desabafay...
;*
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
I Stand Here With My
lack of shit to write about to tell you not telling what i actually never had to say.
hiato.
hiato.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
eu un miroir, obscurement
Okay, intervalo. Tempo suficiente pra mijar, lavar as mãos pode ser um exagero, mas pra mijar com certeza deve dar. É só não me perder olhando as revistas de sacana... AAH, caralho, uma barata! Ainda bem que eu to de chinelo. Sinto muito.
- Espera bicho, não faz isso.
- AHM? Uma barata que fala.
- Acho que sim, instintos de sobrevivência. Por que tu me mataria? Eu te faria algum mal? Como eu poderia até te morder se eu não tenho uma porra duma boca? Quer dizer... Eu tenho uma boca? Barata tem boca?
- Bah, não sei, eu não ia nas aulas de biologia.
- Devia ter ido, toda nossa conversa seria mais fácil.
- Mas eu sei que barata não fala.
- Meu, don't believe the hype dude, eu aposto que eles são naturais também...
- Que?!
- Esquece, ignora, minha mente... Tipo... Deeeecolou um pouquinho, tu gosta de Weezer?
- Gosto, eu acho.
- OOOORRA meu, eu curto. Eu tenho assistido Friends ultimamente, tem algo de errado comigo?
- Sim, tu é uma barata.
- Mundo esquisito, né? Certamente kafkiano. Kafka não é o nome duma comida árabe?
- Acho que sim, mas não tenho certeza.
- Eu comeria agora... Tipo... Um pão... Com sal, mel, queijo, canela, pimenta, pizza, chocolate...
- É, eu tava pensando em comer depois de mijar...
- Oh, o que vamos comer?
- O problema é que não VAMOS fazer nada... Escuta, eu não quero te matar, eu certamente me sentiria mal depois. Não que eu queira pagar de gostoso ou consciente, mas não gosto de matar qualquer forma de vida. Eu to até tentando virar vegetariano.
- Mas planta também é um ser humano...
- Não, é um ser vivo.
- Isso, isso, ser vivo.
- É, mas planta não faz 'mú'.
- Então por que você ia me matar?
- Porque você não faz 'mú'.
- Mú.
- Tá, mas, na real, não sei... Honestamente não sei. Acho que é o normal isso, você vê uma barata e a mata. Eu não entendo esse tipo de regra. Eu acho que eu não entendo de muita coisa esses dias.
- Do que tu tá falando? Senta aqui do meu lado.
- Sabe, ela me perguntou se não tinha problema ficar com outras pessoas na minha frente. Não deveria ter. Eu acho que nem gosto mais dela desse jeito. Mas esse tipo de coisa não passa assim. Claro que o normal seria eu falar que não tinha problema algum, tentar ajudar a guria a ser feliz. Mas eu entrei em pânico, disse que tinha problema, e que eu ia ficar em casa pra evitar isso. Como eu sou idiota...
- Ah, você não idiota. Assim... Você ESTÁ sentado no seu chuveiro conversando com uma barata, mas ainda assim não é um idiota.
- É esse tipo de coisa que me pega. Por que eu tenho que matar a barata? Por que eu tenho que estar sozinho vendo ela ficando com outros? Eu não funciono assim porra, não quero me excluir de merda nenhuma, mas eu não funciono assim.
- Eu te entendo, eu te entendo. As coisas não andam fácil pra mim também.
- Sério? Conte-me tudo...
Eu queria que isso tivesse acontecido, mas eu matei a porra da barata. E não consigo parar de me sentir um lixo. A barata tava de boa no seu canto, talvez fosse embora sem nunca me incomodar. Puta babaquice, tudo isso é uma puta babaquice.
- Espera bicho, não faz isso.
- AHM? Uma barata que fala.
- Acho que sim, instintos de sobrevivência. Por que tu me mataria? Eu te faria algum mal? Como eu poderia até te morder se eu não tenho uma porra duma boca? Quer dizer... Eu tenho uma boca? Barata tem boca?
- Bah, não sei, eu não ia nas aulas de biologia.
- Devia ter ido, toda nossa conversa seria mais fácil.
- Mas eu sei que barata não fala.
- Meu, don't believe the hype dude, eu aposto que eles são naturais também...
- Que?!
- Esquece, ignora, minha mente... Tipo... Deeeecolou um pouquinho, tu gosta de Weezer?
- Gosto, eu acho.
- OOOORRA meu, eu curto. Eu tenho assistido Friends ultimamente, tem algo de errado comigo?
- Sim, tu é uma barata.
- Mundo esquisito, né? Certamente kafkiano. Kafka não é o nome duma comida árabe?
- Acho que sim, mas não tenho certeza.
- Eu comeria agora... Tipo... Um pão... Com sal, mel, queijo, canela, pimenta, pizza, chocolate...
- É, eu tava pensando em comer depois de mijar...
- Oh, o que vamos comer?
- O problema é que não VAMOS fazer nada... Escuta, eu não quero te matar, eu certamente me sentiria mal depois. Não que eu queira pagar de gostoso ou consciente, mas não gosto de matar qualquer forma de vida. Eu to até tentando virar vegetariano.
- Mas planta também é um ser humano...
- Não, é um ser vivo.
- Isso, isso, ser vivo.
- É, mas planta não faz 'mú'.
- Então por que você ia me matar?
- Porque você não faz 'mú'.
- Mú.
- Tá, mas, na real, não sei... Honestamente não sei. Acho que é o normal isso, você vê uma barata e a mata. Eu não entendo esse tipo de regra. Eu acho que eu não entendo de muita coisa esses dias.
- Do que tu tá falando? Senta aqui do meu lado.
- Sabe, ela me perguntou se não tinha problema ficar com outras pessoas na minha frente. Não deveria ter. Eu acho que nem gosto mais dela desse jeito. Mas esse tipo de coisa não passa assim. Claro que o normal seria eu falar que não tinha problema algum, tentar ajudar a guria a ser feliz. Mas eu entrei em pânico, disse que tinha problema, e que eu ia ficar em casa pra evitar isso. Como eu sou idiota...
- Ah, você não idiota. Assim... Você ESTÁ sentado no seu chuveiro conversando com uma barata, mas ainda assim não é um idiota.
- É esse tipo de coisa que me pega. Por que eu tenho que matar a barata? Por que eu tenho que estar sozinho vendo ela ficando com outros? Eu não funciono assim porra, não quero me excluir de merda nenhuma, mas eu não funciono assim.
- Eu te entendo, eu te entendo. As coisas não andam fácil pra mim também.
- Sério? Conte-me tudo...
Eu queria que isso tivesse acontecido, mas eu matei a porra da barata. E não consigo parar de me sentir um lixo. A barata tava de boa no seu canto, talvez fosse embora sem nunca me incomodar. Puta babaquice, tudo isso é uma puta babaquice.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
cut joint sinews & Divided Rein
O filme está quebrado. Crianças passam correndo em preto e branco, o som desiste de existir. Tudo isso é fato. Tudo isso é babaquice. Tudo isso é o futuro. Eu me rendo a ser o medo que sempre tive. Eu quero aqueles peitos, palavras nunca vão conseguir chegar na glória. Eu finjo algum movimento mesmo sabendo que ninguém está olhando. Eu não funciono direito. O relógio quebrou os minutos. Os sinais estão todos errados, a redenção pelo amor falhou miseravelmente. Não é assim tão fácil. Não pode ser assim tão fácil.
E ainda assim, o processo de reinvenção só serve pra te afirmar o que tu já sabia. Eu quero passar aqueles peitos no meu corpo. Na minha cabeça, diálogos se formam. Diálogos se quebram. O filme não existe. A banda é invisível. Fuder é mentir. É realmente fácil fazer esse tipo de pensamento relativamente pseudo-intelectual, eu me arrependo até de ter começado. Mas agora já é tarde. Agora já é tarde pra qualquer tipo de dedicatória. Pra qualquer tipo de qualquer coisa.
Eu olhei pra ela, e não consegui falar muita coisa. Nem sei o que eu preciso. Nem sei o que falar. Ela é uma mulher, eu sou uma estátua. Eu sou um plágio, uma negação. Bater o pinto no teclado. Sabe, o fantástico da vida é que não há como fazer uma porra duma análise objetiva de qualquer forma de arte. Existe a pretensão, existe sempre um viado que tenta defender a QUALIDADE na arte. Defenda uma rola, porra! Eu dou a bunda se alguém me convencer que, objetivamente, Shakespeare é melhor do que só bater o pinto no teclado.
Então segura o cu amiguinho. Nem sei mais a direção. "Goon Gumpas". Eu quero ver aqueles peitos ouvindo "Goon Gumpas". Mais do mesmo, mais do mesmo, repetição, repetição. Aphex Twin é genial, mais pessoas deviam parar de perder tempo ouvindo Mars Volta, e se converter ao Aphex Twin. O mundo seria um lugar melhor, pode apostar em mim. O processo é natural. O processo é natural. A neve é branca. O ataque do coração é branco. A salvação é branca. A morte é branca. A vida é branca. Viu, tudo está ligado. Tudo está ligado naquilo que você não pode nem pensar.
A parte legal de escrever é que é foda esconder as intenções por trás do texto em si. É fácil perceber quando é direcionado pra alguém, ou quando são só sentimentos randômicos. É fácil perceber quando a pessoa escreve pra se sentir importante, ou por mero tédio, como é meu caso aqui. Eu poderia estar fazendo sexo, mas não estou. Eu poderia estar dormindo, mas não estou. Eu poderia estar jogando Super Mario RPG, e vou fazer isso daqui a pouco. De resto, os textos tendem a ser transparentes demais. Nunca façam jornalismo na vida de vocês, por favor.
E ainda assim, o processo de reinvenção só serve pra te afirmar o que tu já sabia. Eu quero passar aqueles peitos no meu corpo. Na minha cabeça, diálogos se formam. Diálogos se quebram. O filme não existe. A banda é invisível. Fuder é mentir. É realmente fácil fazer esse tipo de pensamento relativamente pseudo-intelectual, eu me arrependo até de ter começado. Mas agora já é tarde. Agora já é tarde pra qualquer tipo de dedicatória. Pra qualquer tipo de qualquer coisa.
Eu olhei pra ela, e não consegui falar muita coisa. Nem sei o que eu preciso. Nem sei o que falar. Ela é uma mulher, eu sou uma estátua. Eu sou um plágio, uma negação. Bater o pinto no teclado. Sabe, o fantástico da vida é que não há como fazer uma porra duma análise objetiva de qualquer forma de arte. Existe a pretensão, existe sempre um viado que tenta defender a QUALIDADE na arte. Defenda uma rola, porra! Eu dou a bunda se alguém me convencer que, objetivamente, Shakespeare é melhor do que só bater o pinto no teclado.
Então segura o cu amiguinho. Nem sei mais a direção. "Goon Gumpas". Eu quero ver aqueles peitos ouvindo "Goon Gumpas". Mais do mesmo, mais do mesmo, repetição, repetição. Aphex Twin é genial, mais pessoas deviam parar de perder tempo ouvindo Mars Volta, e se converter ao Aphex Twin. O mundo seria um lugar melhor, pode apostar em mim. O processo é natural. O processo é natural. A neve é branca. O ataque do coração é branco. A salvação é branca. A morte é branca. A vida é branca. Viu, tudo está ligado. Tudo está ligado naquilo que você não pode nem pensar.
A parte legal de escrever é que é foda esconder as intenções por trás do texto em si. É fácil perceber quando é direcionado pra alguém, ou quando são só sentimentos randômicos. É fácil perceber quando a pessoa escreve pra se sentir importante, ou por mero tédio, como é meu caso aqui. Eu poderia estar fazendo sexo, mas não estou. Eu poderia estar dormindo, mas não estou. Eu poderia estar jogando Super Mario RPG, e vou fazer isso daqui a pouco. De resto, os textos tendem a ser transparentes demais. Nunca façam jornalismo na vida de vocês, por favor.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
dukkookim
Capítulo 21. Não me lembro agora dos outro 20 capítulos, talvez eu devesse ter anotado. O que eu aprendi. Ela viu ele, ela beijou ele, ela fudeu com ele. A sequência me dá nojo, a noite é uma longa desculpa pra ficar lembrando disso, de novo e de novo. Eu ando no meio de milhões de pessoas e me sinto cada vez mais o filho esquecido. A música começa. A batida é lenta, o baixo faz alguma coisa em A. Segue o espírito. Sobre meus inimigos e a queda da civilização. A morte da árvore onde escrevemos nosso amor.
Eu lembro das ondas batendo nas suas costas. Tão triste, tão desesperada, tão livre, tão linda. A lua se escondeu, deixando todo o palco pra você. E você estava lá. Você esteve lá. Em todo canto que eu olhei durante minha vida, você estava lá. Calada. Brava. Distante. Impossível. Assim é você pra mim, impossível. Não tem como respirar. Uma hora tudo precisa parar. E voltar. E parar. E voltar. Todas as imagens no meu cérebro estão quebradas, eu já nem me lembro de você. O que eu posso dizer? Acho que eu estou até bem.
Eu te vi jogada na rua, acabada por todos os fantasmas, assombrada por todos seus medos, com seu nariz sangrando violentamente. De novo, tudo está arruinado. Tudo está destruído. Meus desejos e vontades se tornaram irrelevantes, eu quebro ovos na minha cara pra tentar esconder alguma vergonha. Eu queria ter pedido pra dormir no colchão dela, eu devia ter trazido ela pra minha casa. Eu devia ter aproveitado melhor o que não me parecia ser uma chance única. Acho que todo mundo tem isso. Essas chances únicas, sentimentos únicos, coisas únicas. E tantas bilhões de pessoas lá fora, e milhões de quilômetros entre elas.
Seus olhos se fecham, anunciando o final da noite. Tudo que se mexia agora não se mexe mais. Todos os corpos não resistiram. Andando por essa cidade abandonada, eu grito seu nome, somente pra ser ignorado. Sem sinal. Sem vida. Sem proximidade. Sem interesse. Eu não consigo tirar isso da minha cabeça, é mais fácil tirar minha cabeça. Mas isso não faz sentido. Eu estou começando a não fazer sentido. É aquela hora onde tudo deixa um pouco de funcionar. Tudo é imperfeito. Eu ando enquanto a música lentamente vai parando, seu ritmo deixa de existir.
Somente pra voltar de novo no dia seguinte.
Eu lembro das ondas batendo nas suas costas. Tão triste, tão desesperada, tão livre, tão linda. A lua se escondeu, deixando todo o palco pra você. E você estava lá. Você esteve lá. Em todo canto que eu olhei durante minha vida, você estava lá. Calada. Brava. Distante. Impossível. Assim é você pra mim, impossível. Não tem como respirar. Uma hora tudo precisa parar. E voltar. E parar. E voltar. Todas as imagens no meu cérebro estão quebradas, eu já nem me lembro de você. O que eu posso dizer? Acho que eu estou até bem.
Eu te vi jogada na rua, acabada por todos os fantasmas, assombrada por todos seus medos, com seu nariz sangrando violentamente. De novo, tudo está arruinado. Tudo está destruído. Meus desejos e vontades se tornaram irrelevantes, eu quebro ovos na minha cara pra tentar esconder alguma vergonha. Eu queria ter pedido pra dormir no colchão dela, eu devia ter trazido ela pra minha casa. Eu devia ter aproveitado melhor o que não me parecia ser uma chance única. Acho que todo mundo tem isso. Essas chances únicas, sentimentos únicos, coisas únicas. E tantas bilhões de pessoas lá fora, e milhões de quilômetros entre elas.
Seus olhos se fecham, anunciando o final da noite. Tudo que se mexia agora não se mexe mais. Todos os corpos não resistiram. Andando por essa cidade abandonada, eu grito seu nome, somente pra ser ignorado. Sem sinal. Sem vida. Sem proximidade. Sem interesse. Eu não consigo tirar isso da minha cabeça, é mais fácil tirar minha cabeça. Mas isso não faz sentido. Eu estou começando a não fazer sentido. É aquela hora onde tudo deixa um pouco de funcionar. Tudo é imperfeito. Eu ando enquanto a música lentamente vai parando, seu ritmo deixa de existir.
Somente pra voltar de novo no dia seguinte.
domingo, 8 de novembro de 2009
run into flowers
Clichês. Clichês me perseguem. Tem um joguinho de MSX que se chama Pornoman, e nesse joguinho tu és um cara que corre por aí com o bráulio em posição de riste. Eu lembro de 3 tipos de inimigos nessa obra-prima: Tesouras que tentam cortar seu pau fora, abelhas que tentam picar a cabeça da sua pica, e caralhos voadores que tentam comer seu cu. Sem putaria, esse jogo existe e pode ser baixado. O que eu tava tentando dizer é que os clichês pra mim são como os inimigos desse jogo. Em que SENTIDO eu digo isso eu não lembro, fazia mais sentido antes. Talvez essa não seja a metáfora que eu queria.
Até falar sobre clichês é um clichê. Eu ia dizer agora que eu iria me render ao clichê, mas isso não faz sentido, eu já me rendi faz tempo. A coisa mais linda de tudo é a total diferença entre homens e mulheres em certos aspectos. Isso pra mim é lindo. A principal diferença dessas é a forma de encarar o sexo. Não vou aqui dizer que mulher não gosta tanto de fuder quanto homem, porque isso é uma babaquice imensa e quem pensa isso devia morrer lenta e dolorosamente. Mas as mulheres não CULTUAM a foda do jeito cego e tosco que o homem faz. A fêmea dá pra alguém baseado no que essa pessoa é, dependendo das preferências dela. Já o homem quer comer praticamente qualquer coisa que dê "oi" e nao seja outro homem, e em alguns casos pode até ser outro homem. Bissexual é o novo viado.
Eu sei, soa babaca pra caralho isso tudo que eu falei, mas ainda vai piorar. A diferença está justamente nesse culto. Garotas gostam de fuder tanto quanto garotos, normalmente. Mas não tem esse culto quase idiota. Pra uma guria é normal ficar falando até as 5 da manhã com um cara sem ter outra intenção. Já o cara não pensa assim. Ela entra num assunto, e ele tá pensando "quando ela vai mostrar os peitos?". Então ela muda de assunto, e pra ele é "AAAH! Agora ela vai mostrar os peitos!". Mas ela não mostra. No final, ela vai embora, e tu só pode se perguntar "porra, por que ela não mostrou os peitos?". E essa é uma pergunta que pode se repetir na cabeça dum cara mesmo dias depois do acontecido, e sem nenhum tipo de gatilho. O cara tá só andando na rua, quando bate: "puta kill pariu, ela não me mostrou os peitos!". E essa maluquice nem pode ficar muito transparente, porque se ficar corre o risco da guria ficar puta. E aí sim nem fudendo que ela vai mostrar os peitos. E isso seria terrível.
E não é só o homem, enquanto animal, que é assim insano. A sociedade é um puta dum lugar insano. Vamos supor que um cara combine de sair com uma guria. E ele vai contar isso pra 10 amigos seus. 9 vão perguntar se vai ter sexo de alguma forma, e o outro é um vegetal, provavelmente um rabanete. E é sempre isso. Como George Carlin dizia, "it's okay, fucking is part of the plot!". Mas hoje tem essa necessidade insana. O cara não come a guria no banheiro pra comer a guria. Ele come pra mostrar pro UNIVERSO o quão TROO e VANGUARDISTA ele é. E simplesmente é assim. Se alguém se vangloriar pra você de alguma prática sexual, provavelmente foi uma merda e foi feita justamente pra ser contada como motivo de orgulho. Hoje o sexo oral não é mais sexo oral. É um BOQUETE. E o boquete tem um culto totalmente separado do culto à foda em si. Nós fazemos piadas com as nossas amigas sobre boquete, simplesmente sabemos que todas elas fazem ou deveriam fazer. Mas é foda pensar numa guria como boqueteira, né? É desconfortável, você sabe que ela faz sexo oral, mas saber que ela faz um boquete é um universo totalmente diferente. E mesmo assim fazemos piada disso o tempo todo.
E o foda é a obviedade do ser humano. Isso tudo que eu to falando é praticamente de domínio público. Todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe que sempre vai ter alguém pra discordar, e tentar se pagar de gostoso ou carinhoso. E é tudo engraçado, é tudo bacaninha, mas é bem incrível como o treco muda dependendo de perspectiva. Você faz piada sobre mulher que trai o marido, até outro esperto aparecer pra comer a tua. E o foda é que isso tudo é bem óbvio. É o natural. Eu sinto isso, e é tão claro. Se você não sente isso, honestamente, foda-se. E tudo é óbvio. Se tu abrir um livro de filosofia, tu vai encontrar um monte de teorias que fazem bastante sentido, mas que tem pouca aplicação prática. Se tu abrir qualquer blog, você sabe que vai encontrar um monte de pensamentos semi-coerentes que podem não interessar a muita gente. Se tu ouvir Mars Volta, tu vai se ligar que é mau gosto. E tudo mais. E assim vai. Pra sempre e sempre.
Nem lembro onde tava indo com isso. Eu não tenho feito tanto sexo quanto eu queria esse ano, então me sobra bastante tempo pra ficar teorizando no assunto. E hoje eu percebi como homem é um bicho escroto. Lembra daquele velho clichê que diz que não existe amizade entre homem e mulher? Então, existir até existe, mas tende a acabar porque o cara simplesmente vai pedir pra guria mostrar os peitos. E isso tudo parece uma sitcom ruim, mas o fato de funcionar mais ou menos assim é épico.
Eu sei, eu falo muita merda.
Até falar sobre clichês é um clichê. Eu ia dizer agora que eu iria me render ao clichê, mas isso não faz sentido, eu já me rendi faz tempo. A coisa mais linda de tudo é a total diferença entre homens e mulheres em certos aspectos. Isso pra mim é lindo. A principal diferença dessas é a forma de encarar o sexo. Não vou aqui dizer que mulher não gosta tanto de fuder quanto homem, porque isso é uma babaquice imensa e quem pensa isso devia morrer lenta e dolorosamente. Mas as mulheres não CULTUAM a foda do jeito cego e tosco que o homem faz. A fêmea dá pra alguém baseado no que essa pessoa é, dependendo das preferências dela. Já o homem quer comer praticamente qualquer coisa que dê "oi" e nao seja outro homem, e em alguns casos pode até ser outro homem. Bissexual é o novo viado.
Eu sei, soa babaca pra caralho isso tudo que eu falei, mas ainda vai piorar. A diferença está justamente nesse culto. Garotas gostam de fuder tanto quanto garotos, normalmente. Mas não tem esse culto quase idiota. Pra uma guria é normal ficar falando até as 5 da manhã com um cara sem ter outra intenção. Já o cara não pensa assim. Ela entra num assunto, e ele tá pensando "quando ela vai mostrar os peitos?". Então ela muda de assunto, e pra ele é "AAAH! Agora ela vai mostrar os peitos!". Mas ela não mostra. No final, ela vai embora, e tu só pode se perguntar "porra, por que ela não mostrou os peitos?". E essa é uma pergunta que pode se repetir na cabeça dum cara mesmo dias depois do acontecido, e sem nenhum tipo de gatilho. O cara tá só andando na rua, quando bate: "puta kill pariu, ela não me mostrou os peitos!". E essa maluquice nem pode ficar muito transparente, porque se ficar corre o risco da guria ficar puta. E aí sim nem fudendo que ela vai mostrar os peitos. E isso seria terrível.
E não é só o homem, enquanto animal, que é assim insano. A sociedade é um puta dum lugar insano. Vamos supor que um cara combine de sair com uma guria. E ele vai contar isso pra 10 amigos seus. 9 vão perguntar se vai ter sexo de alguma forma, e o outro é um vegetal, provavelmente um rabanete. E é sempre isso. Como George Carlin dizia, "it's okay, fucking is part of the plot!". Mas hoje tem essa necessidade insana. O cara não come a guria no banheiro pra comer a guria. Ele come pra mostrar pro UNIVERSO o quão TROO e VANGUARDISTA ele é. E simplesmente é assim. Se alguém se vangloriar pra você de alguma prática sexual, provavelmente foi uma merda e foi feita justamente pra ser contada como motivo de orgulho. Hoje o sexo oral não é mais sexo oral. É um BOQUETE. E o boquete tem um culto totalmente separado do culto à foda em si. Nós fazemos piadas com as nossas amigas sobre boquete, simplesmente sabemos que todas elas fazem ou deveriam fazer. Mas é foda pensar numa guria como boqueteira, né? É desconfortável, você sabe que ela faz sexo oral, mas saber que ela faz um boquete é um universo totalmente diferente. E mesmo assim fazemos piada disso o tempo todo.
E o foda é a obviedade do ser humano. Isso tudo que eu to falando é praticamente de domínio público. Todo mundo sabe disso. Todo mundo sabe que sempre vai ter alguém pra discordar, e tentar se pagar de gostoso ou carinhoso. E é tudo engraçado, é tudo bacaninha, mas é bem incrível como o treco muda dependendo de perspectiva. Você faz piada sobre mulher que trai o marido, até outro esperto aparecer pra comer a tua. E o foda é que isso tudo é bem óbvio. É o natural. Eu sinto isso, e é tão claro. Se você não sente isso, honestamente, foda-se. E tudo é óbvio. Se tu abrir um livro de filosofia, tu vai encontrar um monte de teorias que fazem bastante sentido, mas que tem pouca aplicação prática. Se tu abrir qualquer blog, você sabe que vai encontrar um monte de pensamentos semi-coerentes que podem não interessar a muita gente. Se tu ouvir Mars Volta, tu vai se ligar que é mau gosto. E tudo mais. E assim vai. Pra sempre e sempre.
Nem lembro onde tava indo com isso. Eu não tenho feito tanto sexo quanto eu queria esse ano, então me sobra bastante tempo pra ficar teorizando no assunto. E hoje eu percebi como homem é um bicho escroto. Lembra daquele velho clichê que diz que não existe amizade entre homem e mulher? Então, existir até existe, mas tende a acabar porque o cara simplesmente vai pedir pra guria mostrar os peitos. E isso tudo parece uma sitcom ruim, mas o fato de funcionar mais ou menos assim é épico.
Eu sei, eu falo muita merda.
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NO!
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